O Empyriano: Por Que Esse Universo de Dragões Está Dominando as Vendas

Se Corte de Espinhos e Rosas é um nome que você já viu circular demais, prepara o coração porque tem outro fenômeno correndo por fora: O Empyriano, de Rebecca Yarros. Foi o livro que virou febre no TikTok, ficou meses no topo do The New York Times, e — não é exagero — praticamente criou uma categoria nova dentro do romantasy. Eu resisti bastante antes de entender o motivo do hype. Não resisto mais.

Do que se trata

A história acompanha Violet Sorrengail, uma jovem de vinte anos que sempre imaginou uma vida tranquila entre livros, seguindo os passos da mãe na Divisão dos Escribas. Só que a general comandante das forças de Navarre — também conhecida como, bem, a própria mãe de Violet — tem outros planos: ela é obrigada a se juntar aos candidatos que disputam uma vaga para se tornar cavaleira de dragões no Instituto Militar Basgiath.

O problema é que Violet é mais frágil fisicamente do que praticamente todo mundo ao seu redor, num lugar onde os dragões não costumam ter paciência com humanos frágeis. E a morte, nesse instituto, está sempre a uma decisão errada de distância.

Por que esse universo virou fenômeno mundial

  • Ritmo alucinante: diferente de fantasias mais contemplativas, aqui a tensão não dá trégua — treinamento militar brutal, política interna, dragões, e um romance que se desenvolve no meio do caos.
  • Representatividade real: Violet carrega uma condição física que lembra muito síndromes reais de hipermobilidade articular, algo raro de ver como protagonista de fantasia — e que dá um peso emocional genuíno pra cada desafio físico que ela enfrenta.
  • A autora criou basicamente um subgênero: o termo “romantasia” (romantasy) se popularizou tanto por causa desse livro que hoje é praticamente sinônimo dele.

Um aviso antes de você começar

A série lida bastante com guerra, luto, violência e sofrimento emocional — não é uma leitura leve o tempo todo, mesmo com todo o ritmo viciante. E vale lembrar: a saga ainda está em andamento, então prepare-se para ficar na expectativa entre um lançamento e outro (eu que o diga).

E a ordem de leitura?

Aqui também não tem mistério: os livros seguem numeração direta.

  1. Quarta Asa (2023 no Brasil, Editora Planeta Minotauro)
  2. Chama de Ferro (2024)
  3. Tempestade de Ônix (2025)

Existe também Dia da Ceifa, uma história ambientada no mesmo universo dentro da coletânea Asa e Garra, mas ela não é essencial para acompanhar a trama principal — pode ficar pra depois, se você quiser se aprofundar ainda mais no mundo.

Vale a pena começar?

Se você quer um livro pra devorar em poucos dias, com dragões, treinamento militar de alta tensão e um romance que não dá trégua, é praticamente unanimidade agora. Eu foquei em terminar Quarta Asa num fim de semana e me peguei catando informação sobre quando sai o próximo volume. Se você prefere um ritmo mais lento e contemplativo, talvez valha começar por outro universo da nossa lista antes.


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